Domingo, Novembro 20, 2011
A felicidade é colorida
Nem sempre o que sonhamos pode ser construído com esforço, determinação e coragem. Existe uma lacuna imensa entre o desejo e aquilo que pode-se conquistar. Mesmo que o plano seja infalível, cheio de detalhes na arquitetura do esboço do projeto, mas uma casa, por exemplo, não é levantada sozinha. Nem o sonho antes do primeiro tijolo é solitário.
Ele é composto por uma capacidade infinita de doação e amor, principalmente em acreditar que o mundo não finda enquanto houver amor e sexo.
Mas, e o sonho acaba?
Atualmente acredito que o sonho renasce enquanto houver esperança. E é assim mesmo. As mulheres aprendem naturalmente algumas coisas sobre a vida e tantas outras herdam instintivamente. Mas existe um desejo latente e inerente a quase todas as mulheres que parece que já vem desde quando nascemos.
Um desejo, um sonho e uma grande realização ao ser mãe.
É inerente porque é tão determinante na nossa vida como aquilo que acreditamos, somos, vivemos.
Um pouco mais latente em umas quanto em outras mulheres. Nunca estive grávida, muito menos nem perdi um bebê. Mas também nunca permiti que o direito de sonhar com esse momento fosse tirado de mim.
Acredito que um dia meu sonho se transforme numa enorme barriga, um choro estridente, inúmeras mamadeiras, gargalhadas, análises infinitas dos minúsculos dedinhos das mãos e dos pés daquele serzinho, as cólicas indecifráveis e uma sensação maravilhosa do que realmente é o amor puro e infinito.
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