postado em outubro 19, 2009 por rheadoassare
Começou com uma demonstração de vaidade e pronto. Fui mostrar meu esmalte pra uma editora e a reação feminina foi imediata: qual é a cor? Luxúria, era o nome daquele esmalte entre o vermelho escuro e o vinho. Daí veio o contra-ataque -ótema sacada de Márcia: “Já reparou no nome das cores dos esmaltes? Nude, escarlate, capuccino, chocolate etc.” Nos ativemos aos nomes mais perniciosos relacionados às nuances dos vermelhos, vide Luxúria. Márcia avança na análise : “Já que querem atribuir um nome para a intenção da mulher que escolheu aquela cor mais insinuante que seja então chupa o meu (piiii) entre outras baixarias que nem o piii suavizaria o nível que a conversa desceu. É verdade. Já que os nomes já chegaram até a Luxúria, então porque não serem mais diretos possíveis?!!!!
Já tinha -quase – esquecido essa conversa quando me deparo com os nomes das tintas de parede. Sim. Elas não são mais azul, azul-marinho, azul claro, azul esmeralda … são quase poesia! Tímido Florescer, Campo de Alfazema, Vista do Lago e até Névoa de Outono.
Será que se eu chegar na loja e pedir uma tinta azul calcinha, o balconista entende e eu pago uma de “tô por dentro”?
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