Sábado, Abril 17, 2010

Dentro do filme

postado em março 18, 2010 por rheadoassare

Não sei se criei ou se fui domesticada pela rotina. Aquele trecho da música da Bethânia “Todo dia- todo dia- todo dia “ é um tilintar constante que ecoa no vazio monótono que se transformou a vida. O pensamento letárgico vencido pelo cansaço dos dias excessivamente ocupados. Não cabe raciocínio, nem um filosofar sequer. Não resta nada, até que a vida rompa um buraco qualquer. Não foi o sol que derreteu os miolos, nem o frio repentino que estatelou os ossos. A surpresa parece criar uma película que se move lentamente para frente e para trás. Ela pára o presente empurra para o futuro e refaz tudo sem você.

Subitamente captada para dentro do filme “Minha vida sem mim” uma lista mental insiste em disputar espaço com o que seria mais importante de viver . O metrô interrompe o devaneio ao chegar ao destino. Se tudo isso fosse verdade, por onde começaria?

0 comentários: